

Na manhã de 19 de junho de 2011, foi realizado o ato público promovido pelas entidades de classe representantes dos servidores da segurança pública do Estado do Pará. Estiveram presentes diretores do Sindpol, Sindelpa, Asppepa, Aipol e Adepol. O Presidente Luiz Junior (Sindpol-Pa) fez uso da palavra e deu inicio ao evento, O Delegado João Moraes (Sindelpa) e o Presidente Jeová Barros (Asppepa) também tomaram a palavra e de forma coerente e direta manifestaram seu repúdio ao descaso e abandono da segurança pública.
Os servidores da segurança pública ao longo dos anos vêm sendo usurpados em seus direitos e sua dignidade. Não podemos mais sucumbir à promesas de campanha e desculpas de início de governo. Temos que dar “um basta” nessa retórica políco partidária, os governantes tem obrigação de tratar os servidores da segurança pública como realmente devem ser tratados. Salários dignos, infraestrutura decente nas unidades policiais, são apenas o início das mudanças essenciais na valorização do policial. Não podemos esquecer os servidores aposentados, os quais muito contribuiram para o serviço público e tal qual os da ativa são abandonados à própria sorte quando ao se aposentarem, tem seus vencimentos reduzidos de forma cruel e desrespeitosa.
São por todas estas situações que jamais calarão nossa voz. O Sindpol permanece vigilante e fiscalizador. Não pensem que retaliações abalarão nossa luta.
Luiz Junior
Precisamos urgentemente de um plano nacional de segurança plena, é um direito do Cidadão e um dever do Estado; pois o caos que nós estamos presenciando é fruto de um estado gastador, que gasta mal, não planeja suas ações, não tem uma preocupação em assistir as comunidades carentes. É um estado que trabalha bem, mas trabalha bem para os interesses dos monopólios, oligopólios financeiros, para os grandes mercados de capitais, é um fomentador do fogo do capitalismo selvagem que formam duas forças antagônicas na sociedade: os afortunados e poderosos a serviços dos interesses do capitalismo e os ricos de nada, ricos da miséria, do descaso da violência; assim, estamos formando a bomba que dilacera a sociedade, os vencidos e os vencedores. Os heróis e os bandidos, os donos do poder e os donos da miséria, os donos do tudo, os donos do nada.
Luiz Domingos de Luna (Professor)