
ESTADO DE GREVE
Infelizmente nem todo mundo entende,
Diante das adversidades do Governo a insatisfação do funcionalismo público é notória, tanto quanto "pública", pois há mais de 14 anos não vemos reposições.
Somos a favor da greve sim, porém este deve ser o ultimo recurso de uma categoria. Estamos presenciando uma atitude histórica da Polícia Militar, onde seus comandantes reconhecem a situação de penúria de seus subordinados quanto a salários e condições de trabalho, vindo a público pedir soluções do governo para tal situação, porém independente deles e da categoria de Delegados que insistem em se diferenciar da nossa, visto que a Polícia Civil Judiciária (Art. 144 CRFB) é uma só polícia. Não existem duas polícias civis no Estado, nem carreira jurídica “solo”, pois sabemos que os Delegados de Polícia não tem como trabalhar sozinhos, a polícia civil é formada por todas as categorias de policiais civis (art. 27, da Lei 022/94), a não ser que tenham mudado a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Polícia Civil de ontem para hoje.
Estamos em negociação com o governo. Tivemos uma reunião com o Secretário de Segurança Pública, onde colocamos novamente as reinvidicações da categoria, o mesmo se colocou a disposição para intermediar uma reunião com a SEAD. Estamos agendando, com o vice-governador reunião no mesmo sentido, porém esclarecemos àqueles que não participam de nada, ou seja, não vão ao sindicato, nem a Assembléias, nem a atos públicos, a todos que fazem intriga como oposição por nunca terem feito nada pelo sindicato ou por seus colegas de trabalho, que GREVE se faz na rua, na participação com o sindicato nas negociações. É muito fácil esperar sem dar o rosto à mostra, sem se indispor, sem sair de sua mesa, ou curtir a greve em sua casa. Mas é difícil assumir um compromisso consigo mesmo e com uma categoria, como fizemos.
Estamos do lado dos servidores, não ganhamos nada do governo além de nossos salários, iguais aos vossos, a diferença está só na coragem.
ESTADO DE GREVE, simplifico como a ação de aguardar o posicionamento do governo quanto as nossas reinvidicações, tudo com prazo de validade.
O certo vem, o aumento do mínimo. Mas temos muitas pretensões como vocês sabem (ou não?), gratificações justas, ticket alimentação que acompanhe a evolução dos custos dos índices de aumento das cestas básicas, reconhecimento e pagamento do nível superior para todas as categorias, Progressão funcional e abonos iguais para todos entre outros, além de ações judiciais em andamento.
Estamos negociando, temos acompanhamento das diversas categorias da Polícia Civil, tudo com transparência. Sejamos sensatos, o ESTADO DE GREVE é iminente, mas estamos um passo a frente.
Seguida as negociações convocaremos uma assembléia geral para a primeira quinzena de fevereiro, onde apresentaremos para os servidores o andamento das negociações e seus resultados, bem como as tramitações dos processos na justiça, esperamos a presença e participação de todos os servidores, todos os que nos questionam, para juntos decidirmos nossa LUTA. É importante a participação de todos, quem não comparece não tem voz de cobrança!
Luiz Monteiro Junior
Presidente do SINDPOL-PA