No ultimo dia 29/01, desde cedo pessoas ligavam para meu celular, informando a respeito de um cavalo que havia sido atropelado na Av. Almirante Barroso em frente a Escola de Governo do Estado do Pará. Antes de sair de casa fiz contatos com colegas de outras instituições para pedir ajuda, fui atendido pelo CCZ/Belém que enviou pessoal habilitado a resgatar animais, com ajuda de policias da DEMA (Alfredo, Paulo Alves e Maria Gertrudes) que com apoio da CTBEL conseguiram resgatar o animal e encaminhá-lo para o CCZ/Belém, para receber os atendimentos necessários.
Fato dessa natureza é comum acontecer em nossa cidade, haja vista a falta de responsabilidade de alguns responsáveis por estâncias e por animais de tração que atuam em Belém. Quem nunca se deparou com um animal solto em via pública, principalmente durante a noite ou nos finais de semana? O responsável por um animal de tração sente fome, sede, dor, cansaço, sono, etc e acha que o animal não tem sentimentos, mas o animal tem sentimentos e emoções, semelhantes aos seres ditos “HUMANOS”. E os donos de animais têm hora para acordar, almoçar, descansar e os animais de tração, enquanto seus donos estão no leito de seus preciosos lares, os animais são largados soltos em via pública para irem a busca de alimentos como capim, restos de comidas, sacolas plásticas, pau, pedra, para suprir a necessidade de se alimentarem. Quando chega pela manhã, após um bom banho e com certeza um café, os responsáveis pelos animais os atrelam a carroças e fazem com que os mesmos trabalhem até 12 horas excessivamente, fazendo o revezamento dos condutores da carroça, enquanto que o animal, além de ser açoitado por instrumentos os mais exóticos possíveis (chicote, cabo de aço, correia de automóveis, corda de nylon, pau, galho de árvores, etc) tem que trabalhar para sustentar os diferentes condutores, que não tem a mínima consideração e respeito para com seus animais. Ainda bem que hoje existem pessoas preocupadas com o bem estar dos animais como ONG’S e instituições que atuam em defesa desses seres que não sabem se defender e expressam o sofrimento no olhar, porém, só percebe esse sofrimento quem é sensível a causa e valoriza os animais, que são tutelados pelo Estado e tem seus direitos muitas vezes esquecidos e muitas instituições, esquecem que os animais fazem parte do meio ambiente e devem ser protegido pelo Estado (União, Estados e Municípios) como rege as Leis Federais, Estaduais e Municipais em vigor.
Luiz Junior
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