Veja bem, no atual governo, o mando e desmando na Instituição Polícia Civil é freqüente e notório, ou seja, a Polícia Civil perdeu sua identidade, na verdade já teve quem disse que a Polícia Civil acabou não há mais sentido para sua existência, o Ministério Público manda e desmanda, a Polícia Militar faz o que quer mesmo sem ter competência judiciária, sob ameaças dos chefes militares e diretores executivos das diversas secretarias do governo, a Polícia Civil sede a suas vontades, não temos mais identidade Institucional.
O absurdo do momento, mais um, foi agora a transferência arbitrária dos investigadores e Delegados de Altamira, após o protesto pela morte do investigador WALDEMIR DA SILVA OLIVEIRA, protesto também pela falta de condições de trabalho e abandono, foram transferidos por imposição do governo, configurando inclusive crime político.
É absurdo que o dirigente atual não veja que seus diretores não andem pelas superintendências ou aleguem não saber das situações das mesmas, pois seus diretores comumente informam sobre tais situações, mas nada resolvem e por onde o Sindpol-PA anda, verifica que a situação de abandono é verídica, não tem material, não tem manutenção e como se sabe o policial trabalha no limite, ganhando mal, mas faz sempre o melhor para atender a população, engrandecendo o nome da Instituição e do seu dirigente que não dá a atenção devida a seus governados. A troca é injusta e quem perde é a Instituição e o Estado.
A polícia Civil é o único órgão estatal que está presente em todo o Estado, mais que o judiciário, fazendo com que a Lei seja cumprida, sendo o primeiro contato da Justiça com a população, mas o Estado não reconhece que seus servidores precisam ser bem tratados, bem remunerados e bem assistidos, pois se acontecem desvios de conduta ou excessos, muitas vezes inevitáveis a culpa é exclusiva do Estado, diga-se inclusive, é opção nossa ser servidor público, mas nem por isso precisamos ser humilhados, maltratados e crucificados pela falta de condições proporcionada pelo Estado (seus dirigentes), enquanto se derrama dinheiro em campanhas milionárias para que o governo permaneça como está.
Nós estamos vigilantes, não ficaremos calados e nem de mãos atadas. Juridicamente providências estão sendo tomadas no que concerne as nossas obrigações para com nossos associados e com a categoria como um todo.
Ao contrário do que pensam, nossa Instituição ainda não morreu, enquanto existirem pessoas dispostas a mudar o conceito pregado pelo governo para uma visão atual, a tendência é ser reconhecido e fazer crescer esta entidade e a própria Instituição, temos valores que não podem ser substituídos ou comprados, que nos foram dados por nossos pais, a hombridade, a honra, a humildade e a crença em Deus, não temos medo, somos fortes juntos, somos uma categoria esclarecida e teremos muitas vitórias juntos.
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