domingo, 7 de novembro de 2010

O Desvio de Função na Polícia Civil do Pará

Hoje no Pará, o efetivo da Polícia Civil, contando com servidores administrativos, ultrapassa os 3.700 e um grande desafio para a nova administração do Estado do Pará e para a segurança pública é O DESVIO DE FUNÇÃO DOS POLICIAIS, independente de ser civil ou militar, pois este é um tema de grande importância para a melhoria da segurança pública no Pará. O assunto preocupa todas as entidades de classes, ONG’s, e sociedade, mas infelizmente ainda é tratado com descaso pelas autoridades competentes, tendo em vista que a sociedade é quem mais sofre com as conseqüências deste ato ilegal e irresponsável. Hoje a segurança da sociedade de um modo geral está debilitada em conseqüência da ausência do policial em locais públicos e centros urbanos, fazendo com que os cidadãos e cidadãs se tornem presas fáceis de bandidos que aproveitando da situação atacam famílias, matam, roubam, estupram, cometem os mais bárbaros crimes contra as pessoas que se encontram inseguras e indefesas. É preciso que nossos governantes cuidem desse assunto (SEGURANÇA PÚBLICA), com a devida urgência e com medidas enérgicas, para que a sociedade resgate o direito de ir e vir, sem se preocupar com o que pode está para acontecer, pois hoje, qualquer pessoa ao sair de sua casa, não sabe se vai voltar ou se vai encontrar sua família como havia deixado.
O lugar da polícia é nas ruas, investigando, combatendo o crime, ao lado do povo de bem, cumprindo com seu verdadeiro papel como prevê a Constituição Federal Brasileira. As Polícias (Civil e Militar) são as forças de confiança do Estado e da sociedade, cabe aos órgãos competentes fazerem com que a polícia cumpra seu verdadeiro papel, promovendo a paz, a tranqüilidade e a segurança do nosso povo, pois não é justo sacrificar o bem estar da sociedade em função de um sistema ineficaz, corrompido, egoísta e intolerante, pois infelizmente a POLÍTICA interfere e muito, direta e indiretamente nas POLÍCIAS, sendo a Polícia do povo e não dos políticos. Hoje nossa sociedade está ciente de seus direitos e cobra mais do poder público, resposta nós tivemos nas ultimas eleições e a sociedade está acompanhando e vendo claramente os policiais que tentaram fazer cumprir seu papel com mais honrada civilidade, sofrendo com a influencia da “hierarquia”.
Nós que fazemos parte desta entidade de classe denominada SINDPOL-PA, queremos despertar nos servidores públicos da Polícia Civil do Pará, a esperança de um novo amanhã, onde o servidor possa ter seus direitos garantidos, seu trabalho valorizado, sua auto-estima motivada para garantir um trabalho sério e resgatar o reconhecimento da sociedade. Chega de policiais civis em delegacias, vigiando presos e tendo que fazer revista em familiares e alimentos de presos que deveriam ser vigiados por agentes penitenciários preparados para tal missão. O verdadeiro lugar do Policial é nas ruas, investigando, combatendo os crimes e ao lado da sociedade como um todo.

Um comentário:

  1. Meu caro Luiz Junior,

    Concordo com suas colocações e isto é uma situação que sempre foi alvo de minhas críticas, tanto interna como externamente.

    Mas a revolta com a situação não pode limitar-se unica e exclusivamente às críticas, pois elas são absorvidas apenas com quem sente na pele o maior resultado dessa ilegalidade e acabam sendo soterradas pelo descaso e a falta de maior atuação da sociedade e seus representantes.

    Você, na condição de presidente de uma entidade sindical, pessoa jurídica, pode dar os passos, ou saltos, que ninguém até hoje não deu.

    Os primeiros passos para mudar esse modelo ultrapassado e pernicioso é buscar junto a atual administração (já em seu triste ocaso) os numeros reais de policiais (DPC, EPC, IPC e de outros cargos do efetivo da PC) que estão à disposição de outros órgãos (Casa Civil, Sistema Penal, prefeituras etc).

    Em seguida buscar administrativamente que esse enorme efetivo fora de suas funções (em flagrante desvio) voltem às suas origens.

    E, permanecendo a anomalia, buscar junto ao MP o apoio devido, com ação civil pública, alias o SINDPOL, como pessoa jurídica pode dar esse enorme salto e ajuizar tal ação e junto ao Judiciário, a reparação desse desvio, sob pena de responsabilização penal, civil e administrativa do autor ou autores dessa anomalia que acaba atingindo a todos nós.

    Roberto Pimentel,
    Delegado de Polícia

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